quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Compras - eu como bem na Irlanda

De uma coisa eu não posso reclamar: da comida em Dublin. No primeiros dias, não temos muitas opções, pois estamos conhecendo a cidade, e criando nosso estoque de matéria prima para cozinhar.
[Aldi, Parnell Street]

Supermercados: já visitei algumas redes,  e percebi que o importante é pesquisar, pois um mesmo produto varia de preço entre estabelecimentos, ou mesmo em dias diferentes. Por exemplo, um pacote de batatinha que custava 49 centavos o quilo num dia, está por 79 em outro. Um pimentão vermelho custava 1 €, e em outro dia um pacote com três, um vermelho, um verde e um amarelo, estava pelo mesmo preço. 

[LIDL, na Moore Street]

O TESCO e o SUPER VALU tem mais opções entre marcas diferentes, mas geralmente são mais caros do que o ALDI e o LIDL, que tem menos opções. Há também o ICELAND, no ILAC Shopping, com muita comida congelada, e bons preços em sucos, ovos e leite.

[Tesco, Parnell Street]

[Ilac Shopping, Parnell Street, aqui fica o Iceland]

Outras opções: na Moore Street há uma feirinha de rua, onde podemos comprar tomate, alface, tangerina, dentre outros mais baratos do que nos supermercados, quando estes não têm promoções. Tomate no TESCO custa 1,29€ um pacotinho com 6, e na rua você compra 10 ou 12 por 1€.

[banca de frutas e verduras, Moore Sreet]

[Dentro de um mercado de verdura; é o vizinho da loja de 2 Euros na foto abaixo; muita variedade e, o vendedor sabia o nome de um monte de coisa em português!]

E, não devemos esquecer das famosas lojinhas de 2Euros, que podem ser encontradas em vários locais da cidade. Lá, o lema é “marcas famosas por preços mais acessíveis”. Café, achocolatado, e guloseimas são encontradas por preços bastante competitivos. Sempre que entro, tento me segurar para não comprar 5 barras de chocolate ou pastilhas, por 2 € (Kit kat, toblerone, twix, pólo, mentos).

[Mercado de verduras, Loja de 2 Euros, Moore Street]

Para arriscar, entramos nas lojas polonesas, indianas, dentre outras, e podemos tentar comprar pelo que estamos vendo, pois os nomes estão nas respectivas línguas, ficando difícil entender alguns rótulos. Será que é iogurte, requeijão, maionese??? Nesse caso, prefiro recorrer aos supermercados! Por fim, não devemos esquecer as lojinhas brasileiras, onde podemos encontrar alguns produtos como farofa, feijão, arroz, flocos de milho, polvilho, farinha láctea, açaí, dentre outros, pra matar um pouco a saudade da velha comida brasileira.
[Loja de comida asiática, na Parnell Street]

Abaixo meu almoço de sábado: frango a kiev [1,79 - 2 porções, no Tesco], macarrão [0,85 pacte de 1Kg no Aldi], molho de tomate com cogumelos [0,85 Aldi], legumes cozidos [brócolis, couve flor, e cenoura baby 1,35, cerca de 1kg, no Iceland], tomate ao forno rechedo com pão e queijo [12 tomates por 1 euro na Moore Street, tampa do pão caixa 0,0 {ia por no lixo mesmo rsrs}, queijo 1,50 umas 9 fatias de emental no Tesco], a salada e o milho foram oferecidos por Alessandro e Jaqueline, custaram um "thank you"!


Para aqueles que não cozinham, há o velho macarrão instantâneo que pode ser encontrado por 25 centavos no ALDI, sardinha em lata por 50 centavos no TESCO, pão de forma por 65 centavos no TESCO, além dos congelados [pizza, lasagna, empanados, sanduíches, legumes, spaguetti], encontrados em todos os lugares, que precisam apenas ser levados ao forno ou microondas. 

Bon Appetit!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Existencialista

[escrito em 02 de fevereiro  de 2011. Cheguei em Dublin 26 de janeiro de 2011, uma semana antes]

Hoje acordei e achei a foto perfeita pare meu sentimento. Cheguei faz uma semana e tenho vários posts sobre os primeiros dias, as lojas e o que conheci da cidade em mente, mas a imagem de uma árvore com raízes suspensas  me acompanhava há três dias.

[imagem da varanda da acomodação da escola]

Domingo passado, como todos os domingos, acordei com uma leve angústia. Domingo é aquele dia meio parado, meio morto, e por aqui, já tinha conhecido algumas pessoas, saído pela cidade, e não tinha parado para refletir sobre “O que eu estou fazendo aqui?”.


[domingo titãs]

E, nesses sete dias, ainda não tenho a resposta. Mas pensava sobre os vínculos, nas minhas raízes que estavam mesmo em Campina Grande, na  minha família, nos meus amigos, no meu quarto, nas gatas, na cidade.  E, por algum tempo, não direi a velha frase na madrugada “Campina Grande é nossa!”.

Dessa forma, aqui na Irlanda, me sinto como a árvore da foto: que cresce em qualquer lugar que tenha condições, mas as raízes não tocam o chão. Ficamos no ar. Não dá para esquecer de que somos imigrantes. Para mim, que ainda falo a língua, ainda me aproximo deles, mas sinto que aqueles que já chamo de meus amigos se sentem ainda mais distantes. Não me arrependo de minhas escolhas, apenas estou em fase de adaptação. 


Nos próximos posts a minha visão da cidade a cada tempo que passa!


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Duvet – um primeiro passo para dormir bem

Em primeiro lugar, desculpem me pela demora em postar. Estava bastante atarefada, mas agora escreverei regularmente, inclusive sobre as atividades e sentimentos dos primeiros dias.



Enfim, casa nova. Cheguei querendo alugar um Studio, depois pensei que queria um quarto single [só para mim] e estou morando num apartamento de dois quartos, dividindo com mais quatro pessoas. No meu quarto somos eu a Jaque, no outro mais três meninos. E, não adianta pensar que deixei meu quarto, só meu, com cama de casal no Brasil, para habitar a parte de cima de uma beliche, pois a situação é outra. Passageira.

Aqui na Irlanda sempre tem aquecedor que pode ser elétrico ou a gás, seja lá como for, as pessoas não o deixam ligado o dia todo para economizar nas contas. Assim, para dormir bem no inverno, sempre ligamos o aquecedor do quarto algumas horas antes de dormir e desligamos ao deitar. Assim, fui procurar um cobertor bem quentinho para embalar as minhas noites. Procurei nas lojas um edredom, e descobri a melhor forma de comprá-lo:
Tudo pronto! 
 Primeiro você compra o enchimento, o recheio que vai de 4.5 tog a 15 tog [algo como a densidade, quanto maior esse número,mais quente vai ficar seu edredom]. O nome em inglês é duvet, ou quilt. Depois você precisará de um duvet cover, um lençol que é no formato de um saco para cobrir a o “recheio”. As vantagens sobre outros tipos de coberta é que para lavar levamos apenas o duvet cover, a capa, ocupando menos espaço na máquina. Além disso, podemos comprar duvets mais finos quando o tempo esquentar mais. Será que esse tempo chega?

Duvet ou quilt [a parte do meio]


Esses produtos podem ser encontrados em lojas como Penneys, Dunnes, Argos, Ikea, Home Savers, dentre outras. O meu, de 13.5 tog, foi comprado por 8€ na Home Savers que fica no Ilac Shopping. Comprei lá também a capa com o travesseiro por 8€ também. Alguns amigos compraram na Dunnes o lençol de forrar, a capa e a fronha por 10€, mas como já tinha o lençol de baixo economizei esses 2€ para um lanchinho! Os preços, e as qualidades dos produtos variam, este foi para mim o melhor custo benefício.
[dentro o duvet, por fora o duvet cover. botões de pressão para fechar]

 Ah, para completar, também comprei um cobertor tipo fleece, desses bem maciinhos; uso para ficar no sofá quando está um pouco frio, para me enrolar ao levantar, e como travesseiro, pois compramos um kit na Argos, 4 travesseiros por pouco mais de 8€, mas eles também são pouco mais que uma fronha. Abaixo, minha discreta estampa de girafa:

[meu cobertor fleece com estampa de girafa, e um pedacinho da beliche que divido com Jaque]

Um grande abraço a todos, e dentro em breve mais posts com dicas para os primeiros dias,

Marília