quarta-feira, 2 de março de 2011

vou ficar mais um pouquinho; um mês em Dublin.


(dia 26 de fevereiro fez um mês que cheguei)

A minha primeira vista da Ilha Verde






Algumas impressões e vivências sobre os primeiros dias:

1) Ando muito a pé. Muito mesmo! ;
2) Bebo água da torneira. Adeus água mineral, carregar e lavar garrafão d'água;
3) Não me acostumei com o trânsito. Olho para os dois lados antes de atravessar, e acho que não conseguiria dirigir aqui;
4) Roupa e comida são muito baratos; tem opções mais caras, é claro, mas dá para viver super bem com as opções baratas; E como disse em outro post: eu como bem na Irlanda;
5) Sinto falta do calor humano do Brasil, de Campina Grande, de meus amigos e familiares;
6) Em um mês, com inglês fluente, não consegui emprego. Fiz algumas entrevistas, e fui chamada para o que eles chamavam de Manager Position [gerente], mas que na verdade era para vender serviços de porta em porta. Sim, você seria gerente depois de muitas vendas, num sistema de pirâmide [só me lembrava da Herbalife, que pelo menos não precisava bater de porta em porta]. Pulei fora, desisti... Vamos aguardar outro tipo de emprego;
7) Beber fora de casa é meio caro. Não conheci muita coisa, mas o preço médio da pint é 5 Euros;
Vai uma pint de Guinness aí? 

8) A maioria dos Pubs não cobra entrada, daí dá para entrar, ver a banda ou DJ, e se não gostar ir para outro lugar;
9) Os pedintes são umas ciganas romenas, uns preguiçosos ou drogados que ficam esperando um trocado. A galera não contribui muito;
10) É relativamente seguro andar pela rua à noite; 
11) O hambúrguer do Mac Donalds custa um Euro, boa opção para beliscar na volta para casa depois dos Pubs;
12) Dá pra perceber as estações; a gente sente mesmo que a primavera está chegando com suas flores, deixando pra trás o frio e o sem cor do inverno;
13) Dublin tem muitos brasileiros. E, com isso, vamos aprendendo os vários sotaques e regionalismos: e toma oxente, catinga, abusada, leso, tapioca, cuscuz, dentre outros pra levar meu nordeste por aí!

Vamos ver se aprendo alguma coisa nessa parte do caminho!
E, como disse Juliana, agora são onze meses para voltar.

Efêmera

Tulipa Ruiz



Vou ficar mais um pouquinho,
Para ver se acontece alguma coisa
nessa tarde de domingo.
Hoje é o tempo preu ficar devagarinho
com as coisas que eu gosto e
que eu sei que são efêmeras
e que passam perecíveis
e acabam, se despedem,
mas eu nunca me esqueço.
Vou ficar mais um pouquinho
Para ver se eu aprendo alguma coisa
nessa parte do caminho.
Martelo o tempo preu ficar mais pianinho
com as coisas que eu gosto e
que nunca são efêmeras
e que estão despetaladas, acabadas
Sempre pedem um tipo de recomeço.
Vou ficar mais um pouquinho, eu vou.
Vou ficar mais um pouquinho
Para ver se acontece alguma coisa
nessa tarde de domingo.
...